quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quando amamos a quem nos ama mal





"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.
Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa.
Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer.”




(Clarice Lispector)



6 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Lindo e verdadeiro texto da Clarice.Parabéns, beijos.

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Esse é um dom do ser humano: não valorizar o que pode ter e querer sempre o que não pode realmente ter! Bjs e bom fim de semana!

Michele Santti disse...

É verdade...

Bjs amiga,
Mih

mfc disse...

Devemo-nos esse respeito.

Jorge disse...

Acho que a vida nos exercita para o auto-amor. Buscar o Amor externamente ou querer amar fora de si, é ficar dependente dos outros. Quem se ama, compreende e assim mantem a harmonia interior.

Minha amiga, deixo, como sempre, um beijo com todo carinho!!!

Lau Milesi disse...

Vero, veríssimo.

Um abraço e bom domingo.